White Martins desenvolve tecnologia de secagem de tanques e tem grandes ganhos de produtividade

White Martins desenvolve tecnologia de secagem de tanques e tem grandes ganhos de produtividade

21 março 2017

Mais de 50% dos consertos de tanques e carretas da frota de líquidos da empresa são realizados na FATRAN, unidade de manutenção de veículos da companhia no Rio de Janeiro. Estes veículos transportam diferentes gases, como hidrogênio, nitrogênio e argônio em estado líquido por todo país e passam por rigorosos processos de inspeção e manutenção para garantir total segurança no transporte dos produtos.

Em fevereiro deste ano, a White Martins alcançou a marca de 840 tanques criogênicos de sua frota reparados com tecnologia 100% nacional de secagem. Essa tecnologia da White Martins aumenta a produtividade da manutenção em cerca de 42%, ao reduzir o período de paralisação do caminhão em 35 dias, permitindo que os veículos retornem mais rapidamente para as estradas. “A estruturação de uma solução nacional reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento industrial brasileiro”, afirma Vilson Pasquotto, gerente de operações de manutenção de logística de líquidos da White Martins.

Esse processo de secagem é utilizado pela companhia desde outubro de 2015 e consiste no trabalho conjunto de um condensador de vapor (em inglês, cold trap) e uma bomba de vácuo e um soprador de ar aquecido. “A injeção de calor faz com que o tanque interno alcance 200ºC. Esta temperatura desprende a umidade do isolante térmico no espaço anular, que faz a integração com a estrutura externa do tanque. A bomba de vácuo, por sua vez, retira esta umidade, que fica retida no Cold Trap. Como consequência, temos 100% de secagem do tanque em apenas 5 dias, eliminando qualquer gelo ou água que possam ter se formado internamente, já que transportarmos produtos com temperatura base de -190ºC”, analisa Pasquotto.

A técnica de secagem, desenvolvida e aplicada pela White Martins em sua frota de líquidos, proporciona diversas vantagens:

  • Redução de 10% com gastos de manutenção;
  • Evita perda de 30% de produto durante transporte por gaseificação;
  • Economia média de 5,2 mil quilômetros rodados por carreta.

Em outra etapa do reparo, fundamental para garantir efetividade do processo de secagem, a White Martins ainda elimina as fissuras – conhecidas como trincas – dos tanques externos das carretas. Elas provocam a perda de vácuo no espaço anular e o acumulo de umidade no isolamento térmico, aumentando as perdas de produto por gaseificação.

“Cerca de 50% desta atividade é realizada na Fatran, unidade de manutenção de veículos da companhia no Rio de Janeiro. Temos 10 profissionais capacitados para realizar este procedimento. Também capacitamos mais quatro empresas terceirizadas para que possam nos dar suporte similar em todo território brasileiro”, conclui Munis.

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